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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Capadócia, Turquia




Após quatro dias a admirar a beleza da Capadócia, tenho ainda dificuldade de entender como todo aquele cenário arquitetônico pode ser natural. “’é uma brincadeira de Deus!” repete o Vincent inúmeras vezes. Sim, Deus esteve inspirado, pois não existe um vale vulcânico com formações rochosas em diversos formatos (cones, fadas, chaminés, camelos, faces humanas) em nenhum outro ponto do planeta.
 No pôr do sol a paisagem se torna ainda mais deslumbrante, a Luz laranja, típica de sol baixo, misturada ao jogo de sombras geográficas formadas pelos desenhos rochosos é espetacular!
Outro momento mágico é o levantar do sol, por volta das cinco horas da manhã em junho, a luz estonteante somada as dezenas de balões que cobrem o céu de Goreme, principal cidade da Capadócia.
Os homens, que viveram na região há mil anos, contribuíram com a exóticidade da região, escavaram igrejas e casas dentro das formações rochosas. Hoje encontramos uma cidade viva, repleta de hotéis, de restaurantes e de igrejas trogloditas.
As pinturas bíblicas das igrejas bizantinas ficarão eternamente em minha memória, uma das capelas remota do século VII. Contemplei o resto da fé católica, do domínio do Império Romano, ao som dos cantos vindos das mesquitas, na voz do muezim, que  chamam os fiéis para as cinco orações diárias (Allah hu Akbar ‘ Alá é grande’ é falado de forma molodiosa).
A experiência gastronômica  também marcou meu paladar ! O vinho produzido nos terrenos vulcânicos da região é perfumado e de um vermelho vibrante. O azeite de oliva e a pasta de azeitona fizeram parte de todas as refeições acompanhados de um pão, também típico, feito na brasa. Lembro dos gritos dos turcos ofercendo suco de romã ou laranja  natural, feitos na hora e vendidos em todas as esquinas.
Os aromas das especiarias orientais  salpicam a culinária em geral, desde o café da manhã até os pratos de um singelo restaurante. Estes temperos chegaram na região pelas  caravanas  de camerciantes de seda  e ganharam espaço na cultura turca até os dias de hoje.
As excursões  comerciais e culturais  de camelos, se estendiam do extremo oriente ao mediterraneo, passavam por desertos e montanhas percorrendo 12 mil kilometros.Este trajeto ficou conhecido como a rota da seda e se estendeu do século 2 antes de Cristo até meados do século 16 . Os hoteis e estalagem das caravanas ainda existem e  se chamam kārvānsarāi , em turco. Além de visita-los, assistimos um espetaculo de dança giratória religiosa, em uma das linda salas restaurada no seu interior. Homens cantavam e rodopiavam no próprio eixo.  Ao rodar, projetam uma mão virada para cima e a outra para baixo, simbolizando a bênção do céu e a comunicação com a terra.
Beleza natural única, forte influência histórica religiosa, boa comida recheada de aromas exóticos, cheiro da laranja, da romã, do vinho tinto, da azeitona e do anis, som da melodia do muezim e dos instrumentos de corda e sopro, tudo isso resume o meu conto construído na Capadócia.


 





















































Um comentário:

  1. Deixei o comentário lá no meu blog, mas não sabia se vc ia ler, então, vou acabar repetindo aqui. Também adoro acompanhar a viagem dos outros, principalmente pra lugares que eu já fui. O outro tem sempre um olhar ou angulo que você não tinha visto quando foi. Eu já estava seguindo esta sua dimensão, mas ainda estava em San Blas, lugar que tenho muita curiosidade de conhecer. Mas adorei a parte da Capadocia. Belas fotos! Parabens!

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